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Suspeito de participação na morte de professor em Arapiraca ganha liberdade provisória

A Justiça de Alagoas concedeu, nessa quarta-feira (11), liberdade provisória a um dos suspeitos de ter participação no crime que vitimou o professor e suplente de vereador Vandiele da Silva Araújo Rocha, encontrado morto dentro de sua residência, no bairro São Luiz, em Arapiraca.

Wallaph Magno Almeida de Souza, de 25 anos, se apresentou espontaneamente, no último dia 5, às autoridades policiais para expor sua versão dos fatos.

Wallaph contou que ele e outro suspeito do crime, Cleber José de Sousa Braga Júnior, aceitaram um convite para beber na casa da vítima e, já pela manhã do dia seguinte, após se afastar deles por alguns minutos para preparar alimentação na cozinha da casa, foi surpreendido com barulho de luta corporal entre Cleber e Vandiele. Ele explicou que tentou separar a briga e, inclusive, foi atingido pela faca que o outro suspeito portava, no entanto, não conseguiu impedir a morte do professor.

Inicialmente, uma testemunha do crime apontou outro cidadão como suposto coautor do homicídio. No entanto, Wallaph Magno procurou a Defensoria Pública por conta própria e decidiu se apresentar à polícia espontaneamente.

Na audiência de custódia, o defensor público Roberto Alan Torres Mesquita pugnou pela concessão de liberdade provisória, com medidas cautelares diversas da prisão ao assistido, tendo em vista que ele é réu primário, possui residência fixa e se entregou espontaneamente à autoridade policial, o que demonstra sua boa-fé com a Justiça para elucidar o caso.

Assim, o juiz de direito da 8ª Vara Criminal de Arapiraca, Geneir Marques de Carvalho Filho, decidiu determinar a expedição de alvará de soltura para o assistido, ordenando que ele passe a usar tornozeleira eletrônica; que compareça a cada trimestre em juízo para informar e justificar suas atividades; apresente comprovante de residência; bem como a proibição de frequentar lugares congêneres relacionados ao fato delituoso; não alterar de residência ou sair da comarca por mais de oito dias, sem autorização judicial; recolher-se a sua residência das 22h até as 5h.

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