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Irmão de jovem morto após abordagem policial é assassinado no Antares

Pela segunda vez, em menos de quatro meses, Liliane de Almeida Lins Xavier perde mais um dos seus filhos para a violência. A vítima da vez foi Adalberto Victor Monteiro Xavier Lins, de 17 anos, assassinado com oito tiros na madrugada desta quinta-feira (14). Em meio ao desespero, a mãe revive a primeira grande perda, ocorrida em maio deste ano, quando Alberto Luiz Monteiro Xavier Lins, de 18 anos, foi levado pela Polícia Militar de casa e, só um mês depois, sua ossada foi reconhecida.

No Instituto Médico Legal (IML), para reconhecer o corpo de Adalberto, a mãe inconsolada desabafou com a equipe de reportagem. Liliane detalhou que durante esse último assassinato, Adalberto estava na casa do Lucas, outro filho dela, localizada no bairro do Antares.

De acordo com o depoimento da mãe, no instante em que Lucas teria saído para comprar um lanche, o crime aconteceu – Adalberto havia ficado só em casa. Lucas só ficou sabendo do fato por meio de uma ligação telefônica da vizinhança avisando sobre a morte do irmão.

“Eu espero que as autoridades competentes tomem providências nesse caso. Isso tem que acabar porque eu já não aguento mais”, implorou a mãe por justiça e aos prantos na porta do IML.

Ainda de acordo com a mãe, Adalberto era usuário de drogas, mas ela não sabe dizer se ele devia a alguém ou se estava sendo ameaçado. Alberto, por outro lado, segundo Liliane, não tinha práticas ilícitas.

Ela acredita que os dois crimes têm ligação.

Assassinato do Alberto 


A primeira vítima do caso foi Alberto, que foi levado de casa pela polícia e encontrado morto dias depois
FOTO: ARQUIVO

No dia 20 de março deste ano, policiais militares entraram na casa da família, em um condomínio localizado no Antares, à procura do irmão do Adalberto (que foi assassinado hoje), mesmo não possuindo nenhum mandado judicial a polícia decidiu por levar o Alberto. Imagens de câmeras de segurança do local confirmam a ação.

O corpo do jovem foi encontrado em 26 de março na região do Polo Industrial de Marechal Deodoro, mas, até então, não se tinha a identificação da vítima. O IML estava em greve, o que dificultou os trabalhos. Somente em abril foi que a mãe reconheceu o corpo do filho.

Gazetaweb