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Corpo de advogado será cremado no Brasil e após levado para Itália, diz família

A família do advogado italiano Carlo Cicchelli, de 48 anos, encontrado morto nessa segunda-feira (5), dentro de uma residência no bairro de Ponta Grossa, em Maceió, informou à Gazetaweb que o corpo será cremado no Brasil e, em seguida, levado para a Itália. Os trâmites para a cremação e o translado serão feitos pelo irmão, Antonio Cicchelli, e por um cunhado da vítima.

Até esta manhã, o Instituto Médico Legal de Maceió não tinha previsão para liberação do corpo, em adiantado estado de decomposição. A assessora de comunicação da Perícia Oficial afirmou que nenhum parente ou representante do consulado italiano no Brasil havia entrado em contato com o órgão para quaisquer esclarecimentos ou pedidos de procedimentos para identificação do cadáver.

 Cúmplice do crime

O amigo e ex-sócio do advogado, Vito Marzetto, revelou que a família ainda está muito chocada com o crime e duvidosa quanto à versão apresentada pela namorada da vítima, Clea Fernanda Maximo da Silva, presa após ter confessado ter cometido o crime utilizando uma arma branca.

“Tenho dúvidas de que ela não estava sozinha fazendo tudo isso. Acho que ela tem alguns amigos ou cumplicidade familiar, pois não conseguiria manter um cadáver 40 dias em casa sem que ninguém saiba”, suspeita o amigo.

Segundo ele, os parentes de Carlo Cicchelli creem que as mensagens em italiano atribuídas à vítima foram escritas por alguém que domina o idioma aqui no Brasil. “E há apenas um filho que sabe bem italiano, talvez forçado por sua mãe a escrever. Eu não me surpreendo se ela tem cúmplices”, informa.

Os parentes disseram que conversaram com Clea por um longo período antes da descoberta do crime. Foi perguntado se a namorada havia machucado o advogado. “Ela negou, dizendo que tinha ido embora com a filha de um chefe colombiano e só voltaria em dezembro”.

“Certamente, ela teria projetado tudo, talvez pedindo um resgate à família pela descoberta do corpo, porque não há outro motivo para mantê-lo ali.

Consulado

O Consulado informou à Gazetaweb que quando soube da morte entrou em contato com a polícia italiana. Revelou que era a polícia que tinha que dar a notícia da morte e que até o momento os familiares não entraram em contato com eles.

O crime

O corpo do italiano foi localizado pela Delegacia de Homicídios. Ele chegou a Maceió em junho e os parentes estavam há meses sem contato e, por isso, fizeram contato com o Consulado para comunicar o desaparecimento.

De acordo com a Polícia Civil, o corpo do advogado estava dentro de um saco, amarrado na área de serviço da residência.

Em depoimento, Clea relatou, também, que tinha uma relação tumultuada com a vítima, “sendo agredida pelo advogado”. Eles mantinham uma relação desde 2014. Suspeita-se que o advogado esteja morto há 39 dias.

Segundo a família, o advogado veio para Maceió para encontrar com Clea. A última vez que ele entrou em contato com os parentes foi no dia 27 de setembro, para pedir o envio de 2.500 euros na conta do Banco do Brasil no nome de Gisela de Lima, suposta irmã da parceira afetiva que Carlo tinha na capital.

No dia 30 de outubro, como não tiveram novas informações sobre o paradeiro do italiano em Maceió, a família resolveu acionar o consulado no Brasil.

gazetaweb