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Câmara Municipal de Arapiraca realiza tribuna livre e pede cassação de licença da Frigovale

Com faixas e cartazes protestando contra as medidas da Frigovale de ficar com grande parte dos animais abatidos no frigorífico e de não respeitar o conttato firmado entre a empresa e os marchantes, representantes da categoria particiram na noite desta terça-feira (2), de uma tribuna livre para discutir o assunto.

As discussões que tiveram início logo após a sessão ordinária da Casa se prolongou até a 00: 30 minutos da madrugada desta querta-feira (3).

Tudo teve início, com um requerimento do vereador Pablo Fênix, que solicitou a prefeitura de Arapiraca,. cópias do contrato de concenção entre a empresa e a administração municipal, em razão das graves denúncias contra a Frigovale, feitas pelos marchantes, desde o mal cheiro provocado pela empresa no Conjunto Residencial Brisa do Lago, que inclusive foi taxado por vários vereadores que fizeram uma inspeção, como um problema de saúde pública, até o desvio de grande parte do abate, conforme denunciaram os próprios marchantes durante a audiência pública.

O próprio Pablo Fênix, se mostrando completamente indignado com as ações enganosas da empresa, pediu ao presidente Jário Barros, que convoque uma reunião com os representantes da administração municipal e da própria Frigovale, para que seja feito o cancelamento do contrato.

O desconforto maior entre os vereadores, aconteceu no momento em que o diretor da Frigovale, Jailson Gomes, mostrou aos parlamentares, dois documentos, um que atestava que ele teria sido destituído da direção da empresa, por dois sócios e outro, que lhe dava o diereito de permancer no comando da Frigovale, através de uma liminar da justiça.

Usaram a tribuna mostrando descontentamento com as ações da Frigovale, os vereadores, Thiago ML, Sérgio do Sindicato, Gilvania Barros, Moisés Machado, Dr. Fábio, Fábio Henrique, Melquisedec de Oliveira, Professora Graça, Fabiano Leão, Léo Saturnino, Aurélia Fernandes, Willomaks da Saúde e Edvanio do Zé Baixinho e Jario Barros.

Todos foram unânimes em defender os marchantes, afirmando que preferem defender a categoria dos trabalhadores, do que a empresa, que não tem demonstrado o menor valor aos marchantes.

O representante da Adeal, lamentou que os marchantes estejam sendo perseguidos pela Frigovale e garantiu que vai continuar dando o total apoio e parabenizou o Poder Legislativo, por ter iníciado este processo com a realização de uma tribuna livre para discutir o assunto.

Ele também lamentou a ausência de representantes da administração municipal e enfatizou a importância da Frigovale na economia de Arapiraca, porém, deixou claro, que é preciso respeitar os trabalhadores que são pais de famílias.

O Defensor Público, Marcos Antônio da Silva Freire, disse que o órgão não tem partido, mas trabalha em defesa daquela que não pode constitur um advogado e esse papel, está fazendo.

Ele disse que o mal cheiro vem prejudicando os moradores do Brisa do Lago, que foi confirmado por um dos moradores daquela comunidade, que confirmou onde numa escola, alunos  e professortes estariam usando máscaras para não sentir o mal cheiro, porque várias crianças estariam sofrendo com problemas respiratórios.

O empresário Carlos Albuquerque (Pedrão), um dos representantes dos marchantes, foi claro, ao afirmar categoricamente que a Frigovale estaria roubando os marchantes e pediu uma providência urgente das autoridades presentes, porque segundo ele, os trabalhadores estão tendo um grande prejuízo em detrimento de uma empresa, que segundo ele, não pensa em outra coisa, a não ser lesar os trabalhadores.

Tudo isso foi presenciado pelo diretor da Frigovale, Jaelson Gomes, que pediu desculpas aos vereadores por ter dito em uma entrevista em um site local, que os vereadores estavam sendo induzidos pelos marchantes, o que foi desmentido pela Professora Graça.

Ela disse que desde o início do processo de implantação da Frigovale em Arapiraca, os vereadores aprovaram o projeto, acreditando que a empresa iria trabalhar com responsabilidade, porém, não é isso que ela vem demonstrando ao longo dos anos e que a Câmara Municipal de Arapiraca, merece o respeito, coisa que o diretor da Frigovale não vem fazendo.

O representante da Cooperativa dos Machantes de Alagoas, Marlos dos Santos, criticou duramente as ações da Frigovale, que segundo ele, não faz outra coisa, a não ser pensar em lucros e mais lucros, deixando de lado os machantes que são os responsáveis pelo sucesso da empresa.

“Quando eu abrir esta pasta aqui, os senhores vereadores vão ficar estarrecidos com o número de denúncias graves contra esta empresa”, disse ele, agradecendo aos vereadores por terem provocado esta audiência pública.

Compareceram 16 dos 17 vereadores, onde todos os que usaram a tribuna, se mostraram indignados com a tranquilidade do representante da Frigovale, que em nenhum  momento, se mostrou constrangido com as críticas atribuídas a ele.

Ao final da tribuna livre, o presidente  Jário Barros, foi taxativo ao garantir, que tudo isso agora se resolve.

Ele disse também, que a documentação pedida no requerimento do vereador Pablo Fênix, à Prefeitura de Arapiraca, vai ser analisada e avaliada pelo jurídico da Câmara, e principalmente pelos vereadores.

“A partir dessa análise, serão tomadas as providências, e com urgência urgentíssima”, disse ele, garantindo, que já a partir desta quarta-feira (3), vai dar início as conversações com vistas a realização nos próximos dias, de uma Audiência Pública, com a presença do Ministério Público Estadual, Ima, Adeal, Prefeitura de Arapiraca, OAB, entre outros segmentos da sociedade arapiraqunse.

Assessoria