/Arapiraca tem 691 casos de dengue em 2019, diz representante dos agentes de endemias

Arapiraca tem 691 casos de dengue em 2019, diz representante dos agentes de endemias

O NN Entrevista convidou, nesta segunda-feira (15/04), o presidente do Sindicato dos Agentes de Endemias e de Saúde, Anselmo dos Santos, para falar sobre o trabalho desenvolvido por esses profissionais no combate à dengue e outras infestações.

Anselmo confidenciou que o índice de infestação do mosquito Aedes Aegipty está elevado na cidade de Arapiraca – nas áreas urbana e rural. “Já temos notificadas 691 ocorrências da dengue. O índice de infestação predial (IIP), que equivale à relação entre o número de imóveis onde foram encontradas larvas do mosquito e o montante de residências pesquisadas, é de 5%. O aceitável seria apenas 1%”.

Sobre o mosquito, o presidente do sindicato falou que é a fêmea que necessita de sangue para o amadurecimento dos ovos que, por sua vez, são depositados nas paredes internas dos objetos, próximos a superfícies de água limpa. “Nesse local, as condições de sobrevivência são melhores. Em média, a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos. Se essa fêmea estiver contaminada, ao completarem seu ciclo evolutivo, àqueles ovos transmitirão a doença”, explicou.

Anselmo lembrou que o Aedes aegypti põe seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água da chuva. “Esse mosquito se adaptou bem às condições urbanas, mas não consegue resistir a baixas temperaturas presentes em altitudes elevadas”.

Perguntado sobre a diferença entre a função dos agentes, o entrevistado disse que ambos trabalham com as comunidades para facilitar o acesso da população à saúde e prevenir doenças.

“O Agente Comunitário de Saúde (ACS) visita com regularidade as residências e fazem registros da população, em relação a documentos básicos para o acesso aos serviços de saúde e em relação aos possíveis problemas de saúde que possam ser identificados.

Já o Agente Comunitário de Endemias (ACE) promove ações de educação em saúde junto à comunidade e informa à população sobre os riscos das doenças, realiza visita aos imóveis e outras localidades com o objetivo de prevenir e controlar doenças como dengue, malária, leishmaniose e doença de Chagas e, ainda, orienta sobre prevenção de acidentes por cobras, escorpiões e aranhas participando das ações de vacinação de cães e gatos para prevenção e controle da raiva”, explicou.

Anselmo lamentou que o número de agentes ainda não é satisfatório. Hoje existem aproximadamente 200 desses profissionais para todo o município. Mas, de acordo com ele, já foi sinalizado um Processo Seletivo Seriado (PSS) para o segundo semestre, no sentido de atingir um número de profissionais mais adequado.

Sobre dúvidas com relação a identidade dos agentes, por parte dos donos das residências visitadas, o entrevistado lembrou que é possível checar através do telefone do Centro de Controle de Zoonoses (CZZ) ou na Ouvidoria da prefeitura. O presidente do sindicato encerrou sua participação pedindo que as pessoas se conscientizem e façam o seu papel na prevenção da Dengue.

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