Sem acordo, militares decidem por ‘Operação-Padrão’ a partir de sexta-feira

Fardados e gritando palavras de ordem, centenas de policiais e bombeiros militares de Alagoas decidiram, na tarde desta quarta-feira (11), deflagrar uma “Operação-Padrão” a partir das 19h da próxima sexta feira (13) em todas as unidades das corporações espalhadas pelo estado. Os servidores querem que o pleito da categoria seja atendido e se negam a conversar com qualquer representante do governo, já que exigem um encontro com o governador Renan Filho.

No centro da discussão da paralisação dos militares está o realinhamento salarial dos oficiais. De acordo com o presidente da Associação de Cabos e Soldados, cabo Wellington, a categoria quer a isonomia do teto dos coronéis, equiparando o valor ao dos delegados – que, hoje, recebem salário de R$ 29 mil – e permitindo o escalonamento, a partir deste teto, até os oficiais de posto mais baixo na corporação.

A mobilização em frente ao Palácio República dos Palmares e à Assembleia Legislativa do Estado (ALE) teve como objetivo pressionar o Poder Público e chamar a atenção da população para “a dura realidade que os militares estão vivenciando”. O ato público, porém, não foi o bastante para viabilizar um encontro com o chefe do Executivo.

O que é a Operação-Padrão

A “Operação-Padrão” significa que os militares só iniciarão os serviços se tudo estiver dentro do que preconiza a lei, dispondo rigorosamente de todos os equipamentos de trabalho, por exemplo. Outra exigência é que as viaturas estejam com a manutenção em dia. Em 2015, os militares deflagram uma operação semelhante, causando apreensão entre os alagoanos, em virtude da propagação de boatos sobre arrastões.

Conforme o cronograma aprovado pelos militares, a categoria pretende parar a Força Tarefa a partir de 0h desta quinta-feira (12) e fazer acampamento em frente à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). Já na sexta-feira (13), ficou decidido que a tropa vau aquartelar a partir das 19h, pelo período de 24h, interditando o Porto de Maceió e a retirada da brigada de incêndio do Corpo de Bombeiros do Aeroporto Zumbi dos Palmares, entre outras ações.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) informou que tem procurado resolver todos os pleitos das associações militares de Alagoas, respeitando as possibilidades financeiras do Estado.

A Seplag reforçou que a Mesa de Negociação continua sendo o canal de diálogo com os servidores públicos estaduais e que o governo segue disposto a conversar “com todas as partes que trabalham pelo bom andamento da máquina pública”.

“Em relação às reuniões com a categoria, é necessário pontuar que já fizemos alguns encontros e que, neste momento, toda a negociação está sendo acompanhada de perto pelo governador Renan Filho”, reforça a nota.

Gazetaweb

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