Após três anos, CSE e ASA voltam a fazer o maior clássico do interior alagoano

a próxima quarta-feira (31), às 20h30, os amantes do futebol alagoano vão poder curtir um dos maiores clássicos do estado: CSE x ASA. Após três anos, tricolores e alvinegros estarão frente a frente mais uma vez, em duelo que promete parar a cidade de Palmeira dos Índios, no Agreste alagoano. E apesar da terceira rodada do Estadual ser aberta neste domingo, com três jogos, o clássico do interior ocorrerá somente na quarta, em partida isolada.

Engana-se quem pensa que CSE x ASA é apenas mais um jogo em meio a tantos outros. A primeira vez em que mediram forças foi em 30 de junho de 1967, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca, onde os donos da casa acabaram surpreendidos pelos visitantes, pelo placar de 2×0. Desde então, as equipes já se enfrentaram 137 vezes, com o Fantasma arapiraquense saindo em vantagem após vencer 62 partidas, contra apenas 36 do rival palmeirense.

Por falar em rivalidade, o historiador Paulo Lima confirma que ela é antiga. Segundo ele, palmeirenses e arapiraquenses passaram “a não se bicar” a partir do Alagoano de 1953. Na ocasião, o ASA vencia o CSE por 1×0, com gol de Pai Zé, no Estádio Juca Sampaio, em Palmeira, sob uma verdadeira tempestade. Foi quando, aos 37 minutos do segundo tempo, o árbitro resolveu interromper a partida, devido ao temporal, reiniciando o clássico no domingo seguinte. No complemento da partida, o placar não mudou e o Alvinegro saiu vitorioso.

Ainda segundo Paulo, após o duelo, uma confusão generalizada extrapolou as quatro linhas. No outro dia, em tom de provocação, um grupo de palmeirenses – que frequentavam regularmente a tradicional feira de Arapiraca – chegou à cidade com algumas cabeças de boi penduradas em caminhões, enfurecendo os anfitriões. Foi o bastante para fazer explodir a rivalidade entre tricolores e alvinegros.

O presidente do CSE, Antônio Umbelino reforça que o fato apimentou a animosidade entre as torcidas. Contudo, garante que o clima por elas criado costuma se restringir às arquibancadas.
– Sem dúvida que esta e tantas outras histórias ajudaram a tornar este jogo diferenciado. Hoje, porém, a situação é diferente. Arapiraca é uma cidade que cresceu bastante e que tem todo o nosso respeito. O mesmo ocorre ao ASA. Todos do CSE receberão o rival da melhor maneira possível. A gozação que surge da rivalidade fica para as torcidas.
À Gazetaweb, o mandatário tricolor também falou a respeito da expectativa em torno da volta do clássico, que adormeceu por dois anos, período no qual CSE e ASA não tiveram oportunidade de se enfrentar pelo Estadual.
– Faz muito tempo que houve o último clássico. Além disso, desde 2012 eles não jogam aqui no Juca Sampaio, o que torna esta partida diferente. Apesar de termos estreado muito bem contra o CEO, ainda falta muita coisa a ser melhorada no nosso time. Porém, vamos encarar o ASA de igual para a igual, já que teremos um jogo sem favorito. Acredito que, neste encontro, a raça é o que fará a diferença.
Por sua vez, o presidente do ASA, Nelson Filho, prefere deixar o clima de rivalidade em segundo plano, voltando as atenções “para mais um triunfo alvinegro”. “Claro que se trata de uma grande partida. São duas equipes que, juntas, são responsáveis pelo maior clássico do interior. Entretanto, o ASA precisa entrar em campo pensando somente em conquistar os três pontos para a sequência do campeonato”, resumiu o também radialista.

Currículos opostos

Diferentemente do ASA, que possui sete títulos estaduais, passagem pela Série B do Campeonato Brasileiro, além de dois expressivos vice-campeonatos (Série C e Copa do Nordeste), o CSE contabiliza, como o maior feito de sua história, duas finais de Campeonato Alagoano, nos anos de 1977 e 1987. Em ambas as oportunidades, o o Tricolor acabou deixando o caneco escapar diante do CRB, com quem fez partidas ainda vivas na memória de muitos palmeirenses.

Gazetaweb

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