Mulher acredita que filha está viva e se recusa a fazer sepultamento em Alagoas

Um verdadeiro mistério se instalou na casa da garota Debora Isis, de 12 anos, na cidade de Rio Largo, região metropolitana de Maceió. Uma família se recusa a enterrar a menina, declarada morta pela equipe médica do Hospital Ib Gatto Falcão, no domingo (12).

A justificativa dos parentes é que ela não apresenta características de um cadáver, como a temperatura e a rigidez. Além disso, eles alegam existir um histórico de catalepsia na família, uma doença em que o coração para de bater por algumas horas e retorna a funcionar, dando a falsa impressão de que a pessoa morreu de um mal súbito.

Sofrimento da família

Debora Isis foi declarada morta na tarde do último domingo, após sofrer uma parada cardíaca e ser diagnosticada com falência múltipla dos órgãos por equipes de um hospital particular em Maceió, e não no Hospital Geral do Estado (HGE), nem no Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, como foi divulgado anteriormente pelo TNH1.

Ontem, os jornalistas Rafael Alves e Cleviton Carvalho, da TV Pajuçara, estiveram em Rio Largo, onde o corpo da menina já estava sendo velado há mais de 35 horas, e conversaram com a mãe da menina, Cristina, que desabafa.

“Em São Paulo, minha mãe teve um ataque cardíaco, e quando a gente foi olhar ela estava de lado, como quem estava sufocada. Isso já deu em mim, quando eu fui atropelada lá perto do aeroporto e estava grávida dela. O médico deu o feto como morto, 15 dias depois, quando fui retirar o feto, foi constatado que minha filha estava viva”, afirmou.

Cristina disse ainda que, mesmo após ter sido declarada morta, o corpo da filha não apresenta características de cadáver. “A textura do corpo não é de gente morta. É de quem teve um ataque cataléptico. O corpo dela ainda está quente, não está rígido, eu consegui mexer nas mãos dela, na barriga e não está dura. O rapaz que preparou o corpo dela para o enterro disse que os olhos dela ainda brilham e que em mortos não brilham assim”, descreveu.

A família ainda não teve orientação profissional sobre o que fazer em relação a essa suspeita, mas a mãe vê motivos para não fazer o sepultamento. Ela afirma que durante o internamento, a menina foi medicada e teve reações ao remédio. “Após essa medicação, ela começou a se entortar, como fosse um convulsão, mandaram eu sair da sala. Lá, ela foi diagnosticada com infecção urinária e uma reação no pulmão”, relatou.

Fonte: Redação com Tnh1

 

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